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Defensoria Pública do Maranhão diz ser contra um novo Lockdown

Ao contrário do que vinha pregando durante a pandemia, a Defensoria Pública do Maranhão se manifestou contra a adoção de um novo lockdown do Maranhão. Segundo o defensor-geral do Estado, a proposta é que, além da atuação lado a lado com o Executivo, o Legislativo e as demais instituições do Judiciário, a DPE/MA corrobore para o combate à pandemia, evitando a decretação de lockdown.

“Em conjunto, decidimos pela não adoção do lockdown neste momento, por entendermos que esta medida, mais enérgica, pode deixar algumas camadas da sociedade em situação de extrema vulnerabilidade. Por isso, além das ações definidas na reunião com os chefes dos Poderes, a Defensoria está se mobilizando para adotar todas as providências cabíveis, seja na esfera judicial e extrajudicial, para garantir que não seja necessário adotar medida tão excepcional. Não mediremos esforços dentro da nossa atuação no enfrentamento a essa emergência sanitária”, destacou Alberto Bastos.

Acontece que o cenário Maranhão vive é bem parecido com outro momento, onde três defensores da DPE chegaram a pedir a implementação do Lockdown no estado. A instituição alega que esse pedido partiu apenas por parte dos defensores, não representando assim, uma vontade da instituição.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), no dia 26, a Grande Ilha atingiu ocupação de 97,3% dos leitos de UTI e 86,65% de leitos clínicos. O boletim apontou ainda que o Maranhão contabiliza 7.990 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Mesmo assim, a DPE se manifestou contrário um novo lockdown.

Além do elevado número de casos e o aumento da taxa de ocupação de leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19, o Maranhão vem enfrentando um grande problema e talvez o maior desafio já visto até aqui, que é a presença da variante indiana identificada em navio na orla de São Luís, quando vários tripulantes foram diagnosticados com essa nova cepa.

Até o momento, não se sabe muito sobre a cepa indiana. O que se sabe, é que ela tem um alto risco de contagio e uma evolução mais rápida para os casos graves da doença, o que tem aumento a preocupação das autoridades internacionais onde a cepa identificada.

Com elevado número de casos e óbitos, mas a presença de uma variante desconhecida na capital, o risco se dobra diante das medidas de relaxamentos de isolamento que estamos enfrentando. Uma ação rápida das autoridades pode evitar um piora no sistema de saúde do Maranhão.

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