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Enquanto Braide constrói ponte de madeira em pleno ano de 2026, plano de governo de Roberto Rocha prevê substituir estruturas do tipo no Maranhão

Enquanto a Prefeitura de São Luís iniciou a construção de uma ponte de madeira na região da Rua da Matança, no Anil, ainda durante a gestão de Eduardo Braide, o plano de governo do candidato ao Governo do Maranhão Roberto Rocha (PRTB) apresenta uma proposta em sentido diferente: substituir pontes de madeira por estruturas permanentes em todo o estado.

A obra na Rua da Matança começou antes da saída de Braide da Prefeitura de São Luís. A estrutura foi projetada para permitir a travessia de moradores sobre um canal que liga a região do Anil aos bairros do Santa Cruz e Vera Cruz.

Apesar de ter autorizado o início da obra, Braide não chegou a visitar a comunidade durante a execução dos serviços. A região sofre durante o período chuvoso, quando o aumento do volume de água provoca alagamentos e atinge residências próximas à Rua da Matança.

Já sob a atual administração, a prefeita Esmênia Miranda esteve no local e apresentou, em vídeo, a ponte de madeira como uma solução de mobilidade para os moradores. A estrutura deve facilitar a travessia entre as duas áreas, mas não resolve o problema em definitivo, sem levar em consideração aos alagamentos enfrentados pela comunidade.

Moradores também apontam que a situação é agravada pelo volume de água direcionado para a região após intervenções de drenagem realizadas pela Prefeitura no encontro da Avenida Casemiro Júnior com a Avenida Edison Brandão, nas proximidades do antigo Lítero. Durante chuvas mais intensas, a água chega à comunidade e invade imóveis, provocando prejuízos às famílias.

O tema das pontes de madeira aparece no plano de governo apresentado por Roberto Rocha, que disputa o Governo do Maranhão pelo PRTB.

Batizado de “Programa Maranhão sem Ponte de Madeira”, o projeto prevê a substituição progressiva dessas estruturas por pontes permanentes, preferencialmente de concreto ou construídas com soluções tecnicamente equivalentes.

Pelo programa, a definição das obras prioritárias deverá considerar critérios como fluxo de pessoas e mercadorias, comunidades que ficam isoladas durante o período chuvoso, transporte escolar, acesso aos serviços de saúde, escoamento da produção e importância da travessia dentro dos corredores de integração do estado.

A proposta também prevê atenção específica para regiões como a Baixada Maranhense, os vales do Mearim e do Itapecuru, a pré-Amazônia e municípios com grandes áreas sujeitas a alagamentos.

O plano estabelece ainda a criação de projetos padronizados para pontes de diferentes dimensões e condições hidrológicas. A estratégia busca reduzir custos e prazos de engenharia e deixar projetos preparados para contratação e captação de recursos.

Enquanto Eduardo Braide deixou em andamento, em pleno 2026, a construção de uma ponte de madeira na Rua da Matança, no Anil, Roberto Rocha incluiu em seu plano de governo um programa específico para acabar com esse tipo de estrutura no Maranhão.

De um lado, uma solução considerada provisória e de menor durabilidade; do outro, a proposta de substituir pontes de madeira por estruturas permanentes, preferencialmente de concreto, com foco em segurança, integração e solução definitiva para comunidades que ainda dependem dessas travessias.

 

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