O vereador de São Luís, Beto Castro, e o ex-vereador Umbelino Júnior estão entre os alvos da Operação Benedict, deflagrada na manhã desta segunda-feira (15) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). A investigação apura um suposto esquema de desvio de mais de R$ 9 milhões em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
Segundo o Ministério Público do Maranhão, a operação tem como objetivo desarticular uma organização suspeita de utilizar recursos destinados a projetos financiados com dinheiro público para alimentar um esquema de desvios. As apurações também apontam para a possível participação de integrantes de facções criminosas na execução das fraudes investigadas.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 17 mandados judiciais expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados, entre eles sete mandados de prisão preventiva e diversas medidas de busca e apreensão. A operação conta ainda com o apoio da Polícia Militar do Maranhão.
Entre os investigados que tiveram a prisão preventiva decretada estão Lucivânia Silva Alves Siqueira, Robson de Oliveira Siqueira, José Roberto Santos Cunha, Cristiana Serra Duarte Cunha, Evânia Maria Sousa Nicácio, Evano Hícaro dos Santos Soares e Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”.
As buscas atingem dez pessoas físicas. Entre elas estão Beto Castro e Umbelino Júnior, que passaram a integrar formalmente o rol de investigados na operação. Também são alvos Lucivânia Silva Alves Siqueira, Robson de Oliveira Siqueira, José Roberto Santos Cunha, Cristiana Serra Duarte Cunha, Evânia Maria Sousa Nicácio, Evano Hícaro dos Santos Soares, Josué Santos da Silva e Raquel Santos de Lacerda.
Além das pessoas físicas, as diligências foram realizadas em endereços ligados ao Instituto Sê Tu Uma Bênção, à empresa Comercial Alves e Serviços Eireli e ao Escritório Elmo Contabilidade Ltda.
As investigações indicam que os recursos sob suspeita tiveram origem em emendas parlamentares destinadas a projetos sociais e outras ações custeadas com verba pública. A força-tarefa busca identificar o caminho do dinheiro, os beneficiários do esquema e o grau de participação de cada investigado.
Inicialmente, outras três empresas também seriam alvo das medidas judiciais. No entanto, as diligências foram canceladas após a constatação de que os estabelecimentos já haviam encerrado suas atividades por meio de liquidação voluntária.
A operação segue em andamento e novas informações sobre o esquema investigado deverão devem divulgadas. A expectativa é que a análise dos materiais apreendidos ajude a esclarecer o destino dos mais de R$ 9 milhões que, segundo o Ministério Público, podem ter sido desviados.







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