O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, sinalizou a possibilidade de firmar acordo de delação premiada e incluir nomes de políticos de diferentes partidos, entre eles o senador Weverton Rocha (PDT-MA), em meio às investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
O Careca do INSS está preso desde setembro do ano passado e é apontado como um dos principais operadores do esquema investigado. A apuração indica a existência de um grupo responsável por viabilizar cobranças irregulares diretamente nos benefícios pagos pelo INSS, atingindo milhares de aposentados.
Entre os nomes que podem ser citados em eventual colaboração está o do senador Weverton, atual vice-líder do governo no Congresso. O parlamentar já foi alvo de mandado de busca e apreensão no fim de 2025, no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura a atuação do grupo. Também é mencionado o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, suspeito de ter recebido valores do lobista para intermediar interesses ligados a um projeto de canabidiol junto ao governo federal.
As investigações da Polícia Federal apontam que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 6 bilhões. No caso específico de Weverton Rocha, os investigadores apuram indícios de relação direta com o lobista, incluindo troca de mensagens, registros em planilhas e proximidade com pessoas ligadas ao senador.
Relatórios indicam ainda encontros entre os dois, realizados tanto em ambientes institucionais quanto privados. O senador confirmou reuniões, alegando que tratavam de temas como o uso medicinal da cannabis, enquanto a Polícia Federal investiga possível ligação com movimentações financeiras suspeitas.
A apuração também levanta a hipótese de influência política na ocupação de cargos estratégicos na área da Previdência, o que teria facilitado a atuação das entidades envolvidas no esquema.
Weverton Rocha deve disputar a reeleição ao Senado em outubro e a possibilidade de uma delação premiada por parte do “Careca do INSS”, com eventual citação do nome do senador nas investigações, pode complicar ainda mais a sua situação, ampliando o seu desgaste político no Maranhão.








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