Guardas Municipais de São Luís iniciaram na noite desta terça-feira (31), uma mobilização dentro da sede da corporação, onde aguardam a presença do secretário responsável pela pasta e do comandante para cobrar esclarecimentos sobre mudanças recentes que atingem diretamente a categoria. O movimento também ocorre sob expectativa da participação da nova prefeita da capital, Esmênia Miranda, que assumiu o comando do município após a renúncia de Eduardo Braide.
A mobilização ocorre em meio a crise que se instaurou entre os servidores e a Prefeitura de São Luís, após a suspensão da votação do projeto que altera a estrutura salarial da Guarda Municipal. O vereador Pavão Filho solicitou vistas por 72 horas, adiando a análise da proposta na Câmara.
Segundo os guardas, após a articulação da categoria contra o projeto, a resposta da administração foi a adoção de medidas consideradas retaliatórias. A principal delas foi a alteração da escala do programa “Ronda na Rua”, que deixou de operar no modelo 24 por 72 e passou a funcionar em regime de 12 por 36. A mudança, de acordo com os agentes, impacta diretamente a renda, ao reduzir significativamente as horas extras que compõem a remuneração.
Outra medida que agravou o cenário foi o corte das escalas extras de guarda-vidas em domingos e feriados, justamente às vésperas de um período de maior movimento nas praias da cidade. A redução do efetivo em áreas como Ponta D’Areia e Olho D’Água é apontada como um risco à segurança da população.
O alvo da manifestação está o projeto encaminhado pela Prefeitura, que reformula o modelo de pagamento da Guarda Municipal. A proposta substitui o sistema atual, baseado em salário base acrescido de gratificações e horas extras, por um subsídio único, ao mesmo tempo em que amplia a carga horária semanal.
Na avaliação da categoria, a medida resulta em perda de direitos, redução de ganhos e aumento da jornada de trabalho. Também há críticas à previsão de escalas consideradas mais desgastantes e à ausência de critérios claros sobre a organização da jornada, o que, segundo os servidores, abre margem para mudanças unilaterais pela administração.
A mobilização no prédio do órgão é tratada como decisiva. Sem respostas imediatas da prefeitura de São Luís, cresce entre os servidores a possibilidade de paralisação, o que pode comprometer serviços essenciais ligados à segurança e à atuação preventiva em São Luís.
Leia outras notícias em FolhadoMaranhao.com. Siga a Folha do Maranhão no Twitter, Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nossos canais, do Telegram e do Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso e-mail e WhatsApp (98) 99187-6373.








Você poderá fazer comentários logado em seu facebook logo após a matéria.