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Rodoviários entram em contradição e, após acordo, voltam a paralisar os ônibus semiurbanos na Grande São Luís

Rodoviários do sistema semiurbano da Grande São Luís voltaram a paralisar os ônibus nesta quarta-feira (4), mesmo após terem aceitado um reajuste salarial definido em negociação conduzida no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. A categoria havia concordado com o percentual estipulado e a greve no semiurbano foi dada como encerrada, mas, horas depois, o serviço voltou a ser interrompido, caracterizando recuo em relação ao acordo firmado.

A paralisação ocorreu depois de os ônibus saírem das garagens e iniciarem as viagens normalmente. Passageiros pagaram as passagens e, no meio do trajeto, os veículos foram parados nas proximidades do Terminal da Praia Grande, com interdição parcial da via e impacto direto no trânsito da região. Usuários foram deixados pelo caminho, sem conclusão das viagens.

O acordo que havia encerrado a greve no semiurbano foi definido após duas reuniões realizadas nesta terça-feira (03), sem consenso entre rodoviários e empresários. Diante do impasse, o desembargador e corregedor Gerson de Oliveira fixou reajuste salarial de 5,5% para a categoria e assegurou a manutenção do plano odontológico, percentual acima do ofertado pelos empresários e abaixo do reivindicado pelos trabalhadores.

A decisão judicial alcançou apenas o sistema semiurbano. O transporte urbano permaneceu paralisado, já que não houve proposta apresentada pela Prefeitura de São Luís. No caso do semiurbano, o Governo do Maranhão, por meio da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, sinalizou aumento de R$ 0,60 no subsídio por passageiro para evitar reajuste das tarifas.

Mesmo com o reajuste definido, o anúncio do fim da greve e a retomada parcial do serviço, a nova paralisação no semiurbano recolocou o transporte em situação de instabilidade e ampliou os transtornos para os usuários da Grande São Luís.

Nos bastidores, passou a ser cogitada a possibilidade de que a nova paralisação tenha caráter político, com potencial de atingir o Governo do Estado, que vinha mantendo diálogo com a categoria e sinalizando atendimento às demandas.

A retomada do movimento, após a aceitação do reajuste, também provocou desgaste junto à população, já que passageiros foram deixados no meio do trajeto, sem concluir suas viagens, situação que contribuiu para a perda de apoio popular, ampliando a insatisfação dos usuários do transporte semiurbano na Grande São Luís.

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