Segundo levantamento do site Folha do Maranhão, com base em dados da execução orçamentária do município de São Luís em 2025, a gestão do prefeito Eduardo Braide elevou de forma estratosférica os recursos destinados à área da Cultura, que saltaram de um orçamento inicial de R$ 27.270.713,63 para R$ 127.233.071,99 após sucessivas suplementações ao longo do exercício financeiro. Do total autorizado, foram empenhados R$ 119.321.346,06 e executados R$ 113.190.585,57, resultando em gastos efetivos de R$ 101.904.157,14.
O valor representa um acréscimo de aproximadamente R$ 74,6 milhões em relação ao previsto originalmente na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, o que corresponde a uma ampliação de 273,7% sobre o orçamento inicial aprovado para a pasta. A maior parte da execução esteve concentrada na realização de eventos, contratações artísticas e festividades promovidas pelo município ao longo do período.
No mesmo intervalo, o subsídio destinado ao sistema de transporte coletivo somou R$ 77.868.274,74, valor inferior aos R$ 81.550.864,70 pagos em 2024. A comparação direta entre as áreas mostra que os gastos com Cultura superaram em 30,9% os recursos utilizados para manter financeiramente o sistema que atende diariamente milhares de usuários na capital em 2025.
O subsídio é garantido pela Lei Complementar Municipal nº 3430/96, o Decreto 47.873/16 e as cláusulas dos contratos de concessão firmados em 2016. Esses repasses têm o objetivo de cobrir custos operacionais, garantir gratuidades e assegurar o pagamento de obrigações trabalhistas, evitando paralisações no transporte público.
Os números apontam que, enquanto o orçamento da Cultura foi ampliado mais de três vezes em relação ao valor inicialmente aprovado, o transporte público permaneceu com volume inferior de recursos, até menor que o ano anterior, mesmo diante de paralisações recorrentes, dificuldades operacionais e críticas constantes da população sobre a qualidade do serviço prestado em São Luís.
Atualmente, São Luís enfrenta mais uma greve no transporte público, após os rodoviários paralisarem as atividades diante da não aceitação do pedido de reajuste salarial. Apesar de o movimento já estar no oitavo dia, a gestão de Eduardo Braide mantém silêncio e não participa das rodadas de negociação. Diante do cenário, o Tribunal Regional do Trabalho concedeu liminar determinando reajuste de 5,5% aos rodoviários, porém a categoria não aceitou a proposta e a greve continua.
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