A Câmara Municipal de São Luís aprovou o orçamento da capital para 2026, estimado em mais de R$ 6 bilhões, após meses de atraso e forte crise política entre vereadores e o prefeito Eduardo Braide. A Lei Orçamentária Anual define a previsão de receitas e despesas do município e passa a ser o principal instrumento de planejamento financeiro da gestão municipal para o resto do ano.
A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, Paulo Victor, e teve como relator o vereador Raimundo Penha, presidente da Comissão de Orçamento. O parlamentar apresentou a síntese do relatório que consolidou as alterações feitas pelos vereadores antes da votação final.
Durante o debate, o vereador Marlon Botão destacou que o orçamento aprovado cria condições financeiras para execução de novas políticas públicas e confirmou a inclusão de uma emenda destinando R$ 15 milhões para o programa Passe Livre Estudantil, proposta construída junto à comissão formada pelos vereadores Thay Evangelista, Daniel Oliveira e Fábio Filho. A medida cria previsão orçamentária para que o Executivo possa implantar o benefício.
O relatório manteve ainda o poder de remanejamento de até 25% do orçamento, mecanismo defendido pelo Executivo, mas ajustado pela Comissão de Orçamento para permitir redistribuição de recursos entre todas as secretarias municipais, e não apenas áreas específicas da administração.
Outra emenda incorporada foi apresentada pelo vereador Pavão Filho, garantindo que ao menos 50% das emendas parlamentares sejam executadas até o primeiro semestre de 2026, buscando evitar atrasos na liberação de recursos destinados a instituições e projetos sociais da cidade.
Apesar da aprovação, o clima no plenário foi marcado por críticas diretas à gestão de Eduardo Braide. Vereadores como Beto Castro, Marquinhos, Astro de Ogum e outros parlamentares cobraram a execução do orçamento anterior e o pagamento de emendas destinadas a instituições como o Hospital Aldenora Bello e a APAE, afirmando que o Legislativo vinha sendo desrespeitado pelo prefeito.
Mesmo com o embate político, os vereadores anteciparam voto favorável sob o argumento de que a cidade não poderia permanecer sem planejamento financeiro aprovado.
Com a aprovação em plenário, o orçamento segue agora para sanção do prefeito Eduardo Braide, etapa final para que a Lei Orçamentária passe a vigorar no município. Porém, em vídeo publicado na noite de ontem, Eduardo Braide criticou a postura dos vereadores devido a colocação de emendas e sinalizou que irá vetar.
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