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Denúncia do MP aponta irmão de Paulo Curió, Marcel Curió, como destinatário de repasses de dinheiro da Prefeitura de Turilândia

A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão e assinada pelo procurador-geral de Justiça Danilo José de Castro Ferreira aponta que o irmão do prefeito Paulo Curió, Marcel Everton Dantas Filho, atuava como beneficiário direto de um esquema de desvio de recursos públicos instalado na Prefeitura de Turilândia, no interior do Maranhão. A denúncia descreve Marcel Curió como parte do núcleo familiar que recebia valores extraídos do cofre municipal, com participação ativa em tratativas, cobranças e direcionamento de pagamentos.

As apurações indicam que Marcel tratava o dinheiro público como se fosse caixa privado, referindo-se a despesas custeadas pelo município como algo alheio ao próprio bolso. Para os investigadores, a forma como ele se expressava revela consciência de que os pagamentos tinham origem direta no erário e eram utilizados para atender interesses pessoais e familiares.

A denúncia sustenta que havia uma cobrança regular de “imposto”, termo usado internamente para designar a retenção de valores desviados, com parcela reservada ao irmão do prefeito. O esquema, segundo o Ministério Público, previa percentuais definidos e repasses constantes, inserindo Marcel como destinatário fixo dentro da engrenagem de distribuição do dinheiro.

O documento também aponta a exigência de repasses mensais, descritos como pagamentos recorrentes, em valores previamente ajustados, sem qualquer vínculo com atividades formais. A investigação trata esses pedidos como indicativo de uma remuneração paralela bancada com recursos públicos desviados da administração municipal.

O fluxo financeiro, segundo a denúncia, não se limitava a Marcel. A movimentação alcançava a conta de sua esposa, Ritalice Souza Abreu Dantas, apontada como peça utilizada para receber transferências e quitar despesas indicadas por ele. O uso de familiares é descrito como estratégia para pulverizar os repasses e reduzir a exposição direta do beneficiário principal.

Com base em diálogos, comprovantes bancários e rastreamento de pagamentos, o Ministério Público afirma que o núcleo familiar do prefeito foi estruturado para absorver vantagens indevidas, ocultar a origem dos valores e dissimular o caminho do dinheiro público. A denúncia enquadra Marcel Curió como agente com participação efetiva no esquema, sustentada por conversas, cobranças e rastros financeiros apresentados como evidência.

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