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Braide se esquiva do enfrentamento com empresários do transporte em São Luís e troca o comando da SMTT pela 5ª vez em sua gestão

Em meio à possibilidade de uma nova greve de ônibus em São Luís, o prefeito Eduardo Braide, do PSD, se esquivou do enfrentamento com os empresários do transporte e apostou, mais uma vez, na troca do comando da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís (SMTT). Conforme anunciado na manhã desta quarta-feira (26), o então secretário Maurício Itapary foi substituído por Manuela Fernandes, que atuava no Instituto de Previdência e Assistência do Município de São Luís (IPAM).

Essa é a quinta troca de comando da SMTT apenas na gestão de Eduardo Braide. Anteriormente, foram nomeados Cláudio Ribeiro, ex-servidor da secretaria há mais de 20 anos; Diego Baluz, advogado e amigo de Braide; e Diego Rodrigues, empresário e considerado próximo ao prefeito, que foi o terceiro a assumir a pasta. Rafael Kriek, que atuava como procurador do Município de São Luís e presidente da Comissão da Advocacia Pública da Ordem dos Advogados do Maranhão (OAB-MA), também chegou a comandar a secretaria.

Por último, Maurício Itapary, que antes de assumir a SMTT era superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na gestão Braide, passou a ser subprefeito do Centro Histórico de São Luís e acumulou a função de secretário da SMTT, respondendo paralelamente pela Secretaria Municipal de Cultura de São Luís (Secult).

Apesar da nova troca no comando da SMTT, não há expectativa de mudanças radicais na pasta. Todos os secretários enfrentaram o mesmo enredo: foram exonerados em meio a greves do transporte público em São Luís. Não por falta de competência, mas por ausência de autonomia para realizar um trabalho mais técnico e menos político.

Por diversas vezes, Braide apostou em falácias em vez de ações. No início do ano passado, prometeu uma nova licitação para o transporte público e afirmou que o problema seria resolvido. No entanto, mais de um ano após a promessa, nada foi feito.

Enquanto falta pulso e coragem para enfrentar o problema, Braide desembolsa mais de R$ 100 milhões em dinheiro público para bancar o transporte coletivo de São Luís por ano. Os recursos são repassados na forma de subsídio para evitar o aumento da tarifa de ônibus. Ainda assim, mesmo com esse volume de recursos, o sistema não apresenta melhorias, e as greves continuam sendo inevitáveis.

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