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Presidente da Câmara de Turilândia/MA, em prisão domiciliar por desvio de R$ 56 milhões, assume prefeitura e declarou saber apenas ler e escrever

Após a operação do Ministério Público do Maranhão, por meio do GAECO, que desarticulou um esquema criminoso responsável pelo desvio de cerca de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia, o município passou a ser comandado interinamente pelo presidente da Câmara Municipal. A investigação resultou na prisão do prefeito e de sua esposa, da vice-prefeita, do ex-prefeito, da ex-vice-prefeita, de um contador e dos 11 vereadores da cidade.

O comando da prefeitura foi transferido ao vereador José Luís Araújo Diniz, conhecido como Pelego, terceiro mandato e eleito em 2024 com 561 votos. Alvo da mesma operação, ele cumpre prisão domiciliar após o Ministério Público apontar sua participação direta no esquema de desvio de recursos públicos que atingiu a administração municipal.

Dados apurados pela Folha do Maranhão mostram que, no registro de sua candidatura, Pelego declarou não possuir escolaridade, informando saber apenas ler e escrever. Em razão disso, foi obrigado a comparecer ao cartório eleitoral para comprovar a alfabetização, onde redigiu uma declaração de próprio punho diante de servidor da 83ª Zona Eleitoral do Maranhão.

Com a ausência do prefeito e do vice, a legislação determina que o presidente da Câmara assuma a prefeitura. Mesmo em prisão domiciliar e sem afastamento do cargo, Pelego passa a responder pela administração municipal a partir de sua residência, enquanto Turilândia enfrenta as consequências de um dos maiores escândalos de corrupção do Maranhão.

Captura-de-Tela-2025-12-29-as-09.33.59-1024x542 Presidente da Câmara de Turilândia/MA, em prisão domiciliar por desvio de R$ 56 milhões, assume prefeitura e declarou saber apenas ler e escrever

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