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Funcionários terceirizados da Prefeitura de São Luís denunciam atrasos salariais, décimo não pago e sinalizam greve nas unidades de saúde da capital

Funcionários terceirizados que atuam em unidades de saúde de São Luís expõe uma crise que já dura meses e que pode desencadear uma paralisação de serviços essenciais em hospitais da capital. Trabalhadores vinculados à empresa Maxtec afirmam que salários, benefícios e direitos básicos vêm sendo sistematicamente atrasados, afetando diretamente equipes do Socorrão 2, Hospital da Criança e unidades mistas.

Segundo os relatos, a situação se repete mês após mês. Salários atrasados, tíquete-alimentação não pago, duas cestas básicas pendentes — a do mês passado e a deste mês — e o 13º salário, que teria sido apenas “lançado no contracheque”, mas sem qualquer repasse real. A manobra, segundo os trabalhadores, cria uma grave irregularidade no contrato de trabalho e deixa centenas de profissionais sem o pagamento devido.

A indignação cresce porque muitos funcionários já acumulam contas em atraso e afirmam não ter mais condições de sustentar a instabilidade financeira imposta pela empresa. Há três meses os benefícios vêm sendo pagos sempre fora do prazo, e neste mês, segundo denunciam, nada foi depositado até a data de hoje, 10 de dezembro.

O cenário fica ainda mais grave com relatos de profissionais que pediram demissão por não suportarem a insegurança financeira e, mesmo assim, não receberam as verbas rescisórias, incluindo os 40% referentes ao FGTS. Há também casos de servidores que saíram de férias sem receber o pagamento correspondente.

Funcionários relatam exaustão e revolta, destacando que muitas equipes já planejam uma greve caso a empresa não regularize imediatamente os pagamentos. Os trabalhadores relatam que a Prefeitura de São Luís sabe das irregularidades, porém, ao receberem denúncias dos servidores, afirmam que não podem fazer nada, mesmo diante cenários de caos estabelecido pela empresa.

A crise se amplia a cada dia, e os profissionais cobram uma resposta urgente da gestão de Eduardo Braide pelo contrato e da própria empresa, antes que a paralisação se torne inevitável.

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