Empresários apontam que a falta de repasse da Prefeitura de São Luís ocasionou o atraso no pagamento
O sistema de transporte público da Grande São Luís amanheceu ainda mais comprometido nesta segunda-feira (17). Rodoviários da empresa Expresso Marina iniciaram uma nova greve após atrasos salariais, ampliando o caos já provocado pela paralisação da empresa 1001, que permanece sem operar desde a semana passada. Com duas empresas paradas ao mesmo tempo, dezenas de bairros seguem totalmente sem ônibus.
A Expresso Marina atende regiões importantes da capital e da Ilha, como Vila Cascavel, Mato Grosso, Tajipuru, Tajaçuaba, Vila Vitória, Cajupary/Nova Vida, Vila Aparecida, Cidade Olímpica, Santa Clara, Socorrão, São Raimundo, UEMA, Janaína, Cidade Operária, José Reinaldo Tavares, Maiobinha e Tropical. Já a greve da 1001 afeta outros 15 bairros, ampliando ainda mais o prejuízo para milhares de passageiros que dependem exclusivamente do transporte coletivo.
Na última sexta-feira (14), o prefeito Eduardo Braide afirmou nas redes sociais que as empresas estariam operando com apenas 80% da frota, mas reivindicando o recebimento integral do subsídio municipal. A declaração gerou reação imediata do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), que acusou a Prefeitura de atrasar cerca de R$ 7 milhões em repasses previstos em acordo homologado pela Justiça — valor considerado essencial para o cumprimento das folhas de pagamento.
Segundo o SET, o atraso nos repasses compromete diretamente salários, benefícios e demais obrigações trabalhistas, o que teria desencadeado a nova paralisação de motoristas e cobradores. O sindicato patronal alerta para risco de “colapso total” no sistema caso a Prefeitura não regularize imediatamente os valores.
A empresa 1001, responsável por aproximadamente 20 linhas, segue completamente parada. Trabalhadores denunciam meses de salários atrasados, férias vencidas, rescisões não pagas e até a suspensão de benefícios como ticket-alimentação e plano de saúde. O Sindicato dos Rodoviários (STTREMA) afirma que só encerrará o movimento quando houver uma solução concreta por parte das empresas ou do próprio SET. Outras operadoras estariam próximas de também deflagrar greve.
Em meio à disputa, o SET ressalta que a decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho que determina a manutenção de 80% da frota durante greves continua valendo, mas reforça que a origem do problema é a inadimplência da Prefeitura. Já o STTREMA responsabiliza as empresas por descumprirem obrigações básicas com os trabalhadores.
Com duas empresas completamente paralisadas, ameaça de novas adesões e ausência de consenso entre Prefeitura, SET e rodoviários, o transporte público de São Luís vive um dos momentos mais críticos dos últimos anos — deixando milhares de usuários sem alternativas e completamente dependentes de uma solução urgente.
Com informações do O informante
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