A crise no Sampaio Corrêa Futebol Clube ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (12) com o protocolo de uma denúncia no Ministério Público do Maranhão que pede o afastamento imediato do presidente Sérgio Barbosa Frota, no comando do clube desde 2008. O documento solicita também a nomeação de um interventor judicial e a convocação de novas eleições em até 90 dias.
A representação foi apresentada pelo professor do IFMA-Monte Castelo, Raimundo Santos de Castro, com apoio de torcedores organizados no movimento “Resgata Bolívia Querida – Movimento pelo Sampaio Corrêa Livre, Transparente e do Povo”. A denúncia aponta indícios de gestão patrimonial lesiva, citando a venda do Centro de Treinamento José Carlos Macieira — avaliado em mais de seis milhões de reais — supostamente sem aprovação do Conselho Deliberativo e sem transparência sobre o destino dos recursos.
O documento também acusa a atual gestão de não apresentar prestação de contas públicas nem relatórios financeiros auditados, além de promover alterações estatutárias que teriam concentrado poder e restringido a participação dos conselheiros. Segundo os denunciantes, tais condutas afrontam leis e dispositivos constitucionais, podendo configurar ilícitos civis e penais.
A iniciativa surge em meio à crescente insatisfação da torcida, intensificada após a eliminação do clube da Série D do Campeonato Brasileiro e o consequente encerramento da temporada 2025. Para os torcedores, a medida é necessária para preservar o patrimônio material e imaterial da “Bolívia Querida”, símbolo do futebol maranhense.
Até o momento Sérgio Frota não se pronunciou sobre a denúncia.
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