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Justiça mantém prisão preventiva de prefeito que matou policial militar em vaquejada no Maranhão

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do prefeito licenciado de Igarapé Grande/MA, João Vítor Peixoto Moura Xavier, do PDT, que confessou ter assassinado o policial militar Gleidson Thiago da Silva dos Santos, conhecido como “Dos Santos”. A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, titular da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras.

O crime ocorreu na noite de 6 de julho, durante uma vaquejada no Parque Maratá, em Trizidela do Vale. Segundo a investigação da Polícia Civil e relatos de testemunhas, sem nenhum desentendimento, João Vítor pegou uma arma sem registro legal em seu carro e efetuou cinco disparos contra o policial, sendo três pelas costas. A vítima, que estava de folga, foi levada ao Hospital Geral de Peritoró, mas não resistiu.

O laudo cadavérico confirmou a execução: três tiros atingiram a região torácica e abdominal “de trás para frente”. Para o magistrado, a forma como o crime foi cometido demonstra violência extrema e risco à coletividade, justificando a manutenção da prisão.

No dia seguinte ao crime, o prefeito se apresentou à Delegacia Regional de Presidente Dutra, confessou os disparos e alegou legítima defesa, além de admitir portar ilegalmente a arma há dois anos. Inicialmente, respondeu em liberdade, até que a Polícia Civil solicitou sua prisão preventiva, posteriormente determinada pela Justiça. Atualmente, ele está preso em São Luís.

Na decisão, o juiz destacou que bons antecedentes e residência fixa não afastam a necessidade da prisão preventiva. A tese de legítima defesa também foi considerada frágil, já que testemunhas apontaram que o policial foi surpreendido de costas e sem reagir.

Com a decisão, João Vítor Xavier segue preso preventivamente, respondendo por homicídio qualificado, posse ilegal de arma de fogo e receptação.

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