A influenciadora digital Tainá Sousa, presa nesta sexta-feira (1º) durante um desdobramento da “Operação Dinheiro Sujo”, já ocupou cargo comissionado na Câmara Municipal de São Luís. De acordo com documentos oficiais, Tainá foi assessora parlamentar do vereador Paulo Victor — atual presidente da Casa — entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022, com salário bruto de R$ 1.500. A informações foi revelada pelo Portal Marrapá e confirmada pelo site Folha do Maranhão.
Durante o período em que esteve lotada no gabinete de Paulo Victor, Tainá acompanhava com frequência as sessões legislativas no Plenário Simão Estácio da Silveira. A relação funcional entre ambos vem à tona quando a influenciadora é apontada pela Polícia Civil do Maranhão como líder de uma organização criminosa especializada na promoção de jogos de azar, lavagem de dinheiro e ameaças contra autoridades públicas e profissionais da imprensa.
A prisão preventiva de Tainá foi motivada pela descoberta de mensagens em seu celular que revelam um plano para assassinar o delegado Pedro Adão, o deputado estadual Yglésio Moyses e o jornalista Domingos Costa. A lista de alvos foi considerada pela polícia como evidência da periculosidade do grupo.
Além disso, Tainá já era investigada por outros crimes, como furto mediante fraude — por ter usado o cartão de crédito de uma pessoa falecida —, maus-tratos a animais e incitação ao crime nas redes sociais. O caso reacende o debate sobre a presença de pessoas com histórico criminal em cargos públicos e a responsabilidade dos parlamentares na escolha de seus assessores.
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