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Pai de jovem que morreu após nove horas de espera por atendimento adequado denuncia negligência do Pronto Socorro do São Francisco, em São Luís; VEJA O VÍDEO

Ederson Alves, pai de Thayanne Pereira Alves, jovem de 32 anos que morreu após passar horas no Pronto Socorro do bairro São Francisco, em São Luís, fez um relato emocionado sobre o que considera ter sido um caso claro de negligência médica. Segundo ele, desde o momento em que a filha chegou à unidade, por volta das 13h45, com fortes dores na cabeça e na nuca, ficou evidente que o estado de saúde dela exigia urgência, mas o atendimento foi lento, falho e desorganizado.

“Ela disse para mim: ‘papai, eu tô sentindo muita dor na cabeça e na nuca’. Depois disso começou a vomitar muito, mais de duas vezes”, relatou o pai, que convenceu ela a ir de Uber ao hospital por não ter condições de ir de moto. Quando chegaram à UPA, ele diz que a filha entrou consciente, mas visivelmente abatida, e foi colocada em uma maca em um ambiente quente e mal estruturado.

Durante toda a permanência na unidade, o pai afirma que insistiu diversas vezes para que a filha fosse transferida para o Hospital Djmal Marques (Socorrão I), mas os pedidos foram ignorados. “Desde a hora que eu cheguei, às 15h20, eu pedi: ‘tira minha filha daqui’. Me diziam: ‘sua filha vai ficar boa’. Nunca fizeram nada.”

Ele também relatou que uma ambulância foi solicitada às 18h40, mas só chegou por volta das 21h. “Quando a ambulância chegou, ao invés de levarem minha filha, eles tiraram os medicamentos de dentro dela e levaram para outra sala. Depois pegaram minha filha e colocaram lá, mas nem dez minutos depois a ambulância foi embora sozinha.”

Revoltado e triste com perda da filha, o pai classificou o atendimento como precário e desumano. “Não é porque era minha filha. Vi muitas pessoas passando mal e sendo mal atendidas ali. Aquilo não é um socorrinho, é uma roupa de hospital mal arrumada. Judiaram da minha filha. Eu disse lá dentro: ‘se minha filha morrer, vai acontecer muita coisa aqui’.”

Ele também relatou dificuldade em obter o prontuário médico da filha após o óbito. Segundo o pai, a unidade forneceu apenas um laudo com horário de entrada e morte, recusando-se a liberar detalhes sobre a medicação administrada. “Pedi para ver o que ela tinha tomado, mas me negaram. Só consegui fazer o boletim de ocorrência porque me deram o laudo. Sem isso, não teria como registrar.”

Emocionado e revoltado, o pai de Taiane afirma que a filha poderia ter sido salva se tivesse recebido o atendimento adequado desde o início. Para ele, o descaso da unidade foi determinante para a tragédia.

VEJA O VÍDEO:

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