Mesmo com denúncias de motoristas sobre salários atrasados e precariedade, SEMED aditivou o contrato em R$ 8 milhões com a Toppus Serviços
Motoristas terceirizados do transporte escolar da rede municipal de São Luís denunciaram uma série de irregularidades enfrentadas pela categoria, que incluem salários e férias atrasados, ausência de reajuste salarial há dois anos, tíquete-alimentação de apenas R$ 8 por dia e até o não pagamento de passagens.
De acordo com relatos, o salário do mês de junho ainda não foi pago. Além disso, motoristas afirmam que são obrigados a assinar documentos de férias sem o recebimento antecipado do valor correspondente, que costuma ser pago apenas um mês ou mais após o início do descanso. O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também estaria em atraso.
A empresa responsável pela gestão dos motoristas é a Toppus, sediada em Pernambuco. Segundo os trabalhadores, a empresa não possui sede, escritório ou representantes em São Luís, o que dificulta a interlocução. Eles afirmam que todas as ordens vêm diretamente da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), e que os veículos utilizados no transporte escolar pertencem à própria secretaria.
Os trabalhadores alegam ainda que qualquer tentativa de reclamação é respondida com ameaça de demissão. “Se reclamamos, a SEMED manda demitir”, afirmou um dos motoristas ouvidos sob anonimato.
A principal crítica é à renovação do contrato entre a Prefeitura de São Luís e a empresa Toppus, prorrogado recentemente por mais dois anos com um repasse considerado milionário, mesmo diante das queixas recorrentes sobre as condições de trabalho. “Era para procurarem outra empresa, mas renovaram com ela”, desabafa um trabalhador.
Segundo apuração da Folha do Maranhão o aditivo do contrato entre a Toppus Serviços Terceirizados e a SEMED custou o valor de R$ R$ 8.402.725,80.
Outro ponto levantado pelos motoristas é a falta de atuação do sindicato da categoria, que, segundo eles, tem se mantido omisso diante das denúncias e da precarização dos serviços prestados.
A Folha do Maranhão procurou a Prefeitura de São Luís, a SEMED e a empresa Toppus para obter posicionamentos oficiais sobre as denúncias, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
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