O deputado federal Duarte Júnior (PSB) afirmou que não descarta a possibilidade de mudar de partido, caso se confirme a saída do governador Carlos Brandão do comando estadual do PSB no Maranhão. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Mirante News FM, em que o parlamentar demonstrou frustração com os rumos da legenda e as disputas internas que ameaçam a estabilidade da sigla no estado.
Segundo Duarte, o cenário atual do PSB no Maranhão é preocupante, principalmente diante da iminente substituição de Brandão na presidência estadual do partido. Para ele, esse movimento enfraquece o grupo político ao qual está alinhado e compromete a formação de uma chapa competitiva para as eleições de 2026.
Apesar de dizer estar satisfeito no PSB, Duarte ressaltou que sua permanência está condicionada à viabilidade eleitoral dentro da sigla. “Hoje, não adianta eu estar num partido onde eu esteja só. Para fazer um deputado federal, a gente tem que ter mais de 180 mil votos. Tem que ter um coeficiente eleitoral”, afirmou, ao justificar a necessidade de estar em uma legenda com estrutura e alianças sólidas.
O parlamentar revelou que já foi sondado por outros partidos e que pelo menos quatro legendas fizeram convites formais. “Tem um partido ali que eu tenho uma proximidade maior com pessoas que lá estão”, comentou, sem citar nomes. Ainda assim, garantiu que qualquer decisão só será tomada com calma e responsabilidade, e que sua prioridade atual é cumprir o mandato e honrar a confiança dos eleitores.
A crise no PSB do Maranhão se agravou após articulações que indicam a saída de Brandão da direção estadual, sob pressão da Executiva Nacional, que pretende dar o comando do partido a senadora Ana Paula Lobato. O impasse pode provocar um possível esvaziamento do partido no Maranhão, gerando incertezas entre os filiados, principalmente os que pretendem disputar cargos majoritários ou proporcionais nas próximas eleições.
Com discurso pautado pela defesa da união política e do foco nos resultados, Duarte Júnior voltou a pregar o entendimento entre as lideranças do grupo governista, mas não esconde que a desorganização partidária pode forçá-lo a buscar um novo caminho. Para ele, mais do que fidelidade a uma sigla, importa estar em um ambiente onde haja unidade, viabilidade e compromisso com os interesses da população.
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