O prefeito licenciado de Igarapé Grande, João Vítor Peixoto Moura Xavier (PDT), que confessou assassinar o policial militar Gleidson Thiago da Silva dos Santos — conhecido como Dos Santos — se entregou à Polícia Civil do Maranhão na manhã desta terça-feira (15), em São Luís. Ele foi considerado foragido após ter sua prisão preventiva decretada pela Justiça da comarca de Pedreiras, no início da tarde desta segunda-feira.
A apresentação aconteceu na sede da Delegacia Geral, no bairro Outeiro da Cruz, em São Luís, na presença de seus advogados. A entrega ocorreu menos de 24 horas após o juiz Luiz Emílio Braúna Vítenco Júnior, titular da 2ª Vara de Pedreiras, determinar a prisão preventiva do prefeito, alegando necessidade de preservar a ordem pública e garantir que o investigado não atrapalhe o curso das apurações.
No mesmo dia da decisão judicial, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do prefeito, em Igarapé Grande e, também na sede da prefeitura. A arma do crime — um revólver calibre 38, segundo relato do próprio João Vítor em depoimento — não foi localizada. Ele também não foi encontrado nas diligências.
Após se apresentar, o prefeito foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização do exame de corpo de delito, procedimento padrão antes da custódia. Em seguida, foi encaminhado à Central de Inquéritos e Custódia da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), onde permanece preso à espera da audiência de custódia.
Se a Justiça decidir manter a prisão, João Vítor será transferido para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Até lá, ficará sob custódia em unidade da SEAP.
Do lado de fora do IML, o prefeito falou rapidamente com a imprensa. Disse confiar na Justiça, voltou a afirmar que agiu em legítima defesa e que teria sido agredido antes de atirar no policial militar. A defesa sustenta a mesma tese, afirmando que a entrega espontânea por duas vezes demonstra que o prefeito está colaborando com as autoridades. Segundo os advogados, ele se apresentou voluntariamente tanto no dia seguinte ao crime, em Presidente Dutra, quanto agora, em São Luís.
Agora, com o prefeito sob custódia, a Polícia Civil terá até 10 dias para concluir o inquérito. A Justiça autorizou a apreensão de celulares, quebra de sigilos e coleta de provas, o que deve ampliar o alcance da investigação.
Veja o vídeo do momento em que o prefeito deixa o IML
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