Durante um almoço de confraternização realizado no último dia 9 de maio, no sítio do vereador Miau, pelo menos três vereadoras relataram ter passado mal após consumir jujubas que estavam sobre a mesa do evento. A situação, inicialmente tratada como um mal-estar comum, evoluiu para suspeita de contaminação por substância entorpecente, o que desencadeou uma investigação criminal.
A vereadora Mary do Mojó prestou depoimento à polícia relatando os detalhes do incidente. Segundo ela, por volta das 16h, após ingerir uma única jujuba, começou a sentir reações adversas: boca extremamente seca, sensação de inquietação, nervosismo e rosto quente. A parlamentar havia consumido três cervejas antes de comer o doce, mas afirmou que, no momento do mal-estar, já estava tomando apenas água e refrigerante.
Ao perceber sua condição, foi abordada pela também vereadora Bianca Mendes, que revelou ter passado pelos mesmos sintomas após ingerir três jujubas. Bianca chegou a vomitar e, em tom de alerta, disse à colega: “Vereadora, acho que nós ingerimos droga. Essa jujuba era droga.” A suspeita ganhou ainda mais força quando a vereadora Elen do Bigode também relatou tontura e mal-estar, afirmando ter comido duas jujubas.
De acordo com o depoimento, as jujubas teriam sido colocadas na mesa pelos vereadores Paulo Henrique e Fernando Feitosa — este último, atual presidente da Câmara Municipal. Foi o próprio Fernando quem teria feito o convite à a vereadora para comparecer ao almoço. Além dos já citados, estavam presentes os vereadores Rafael Neves, Geovani, Leandro, Mauro, Éder, Carmem Arouso, Camila e o anfitrião Miau, que também relatou sintomas semelhantes.
Mary do Mojó, demonstrando desconfiança sobre a presença de alguma substância estranha nas guloseimas, solicitou guia para a realização de exame toxicológico. No entanto, ao tentar convencer outras vereadoras a comparecerem com ela à unidade policial especializada, todas se recusaram.
O boletim foi registrado na Casa da Mulher Brasileira, porém o caso está sendo investigado pela Delegacia Especial do Maiobão.
A Folha do Maranhão tentou contato com a vereadora Mary do Mojó, autora da denúncia, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. Também tentamos contato com o presidente da Câmara de Paço do Lumiar, Fernando Feitosa, que não foi localizado. Procuramos ainda a Câmara Municipal, mas não houve resposta.
Em nota, a Polícia Civil do Maranhão (PCMA), informou que o caso foi registrado na Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, e que as investigações seguem a cargo da Delegacia Especial do Maiobão. Ressaltou ainda que, inicialmente, testemunhas serão intimadas para prestar depoimento a fim de esclarecer o caso.
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