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Beto Castro afirma ter 21 votos garantidos para eleição da presidência da Câmara de São Luís

O vereador Beto Castro (Avante) afirmou, em entrevista à rádio Mirante News FM, que já assegurou 21 votos de apoio para sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de São Luís no biênio 2027-2028. Segundo ele, o número já garante maioria absoluta entre os 31 parlamentares da Casa. Apesar disso, o vereador evita anunciar oficialmente um nome e diz estar guardando “uma carta na manga” para o momento oportuno.

A movimentação ocorre com mais de um ano de antecedência da eleição interna da Mesa Diretora, prevista para abril de 2026, conforme estabelece o regimento interno do Legislativo. Beto Castro, no entanto, não considera a articulação precoce. “Quem não sai primeiro, come e bebe do que sobra. Política também se faz com planejamento e articulação antecipada”, afirmou o parlamentar, que ocupa uma das cadeiras da Câmara desde 2012.

Na entrevista, Castro ressaltou que vem construindo uma aliança ampla, com parlamentares de diferentes partidos e campos políticos. A sua base inclui, segundo ele, vereadores da oposição, do centro e da base aliada do prefeito Eduardo Braide (PSD). “Não fazemos distinção. Quem quiser somar é bem-vindo. O diálogo é com todos”, disse. Um exemplo citado por ele foi o apoio da vereadora Thyago Freitas (União Brasil), partido do também pré-candidato Marquinhos Silva, considerado seu principal adversário na disputa.

O vereador também fez questão de reforçar que tem o apoio declarado do atual presidente da Casa, Paulo Victor (PSB), e que a construção da sua candidatura se deu com respeito aos demais colegas. “Todo mundo que se elegeu tem legitimidade para se colocar como candidato. O que importa é manter o respeito e a harmonia”, disse.

Sobre o calendário da eleição, Beto Castro defende que o pleito seja realizado em abril de 2026, como já determina o regimento da Câmara de São Luís, em vigor há mais de uma década. A declaração é uma resposta a movimentações internas de vereadores que cogitam antecipar ou adiar a escolha. Segundo ele, qualquer tentativa de mudar esse rito pode gerar instabilidade jurídica. “Antecipar pode judicializar o processo. Adiar, por sua vez, fragmenta a base. O melhor é seguir o que já está definido há anos”, argumentou.

O vereador também comentou sobre o relacionamento com o prefeito Eduardo Braide, que, segundo ele, mantém distância das articulações internas do Legislativo. Para Beto, essa neutralidade pode ter consequências negativas. “A ausência de diálogo entre Executivo e Legislativo prejudica o andamento de políticas públicas. Espero que isso mude no futuro, independentemente de quem esteja na prefeitura”, pontuou.

Sobre o futuro da Mesa Diretora, o parlamentar avalia que ainda não é o momento de discutir a formação completa do colegiado, que inclui cargos como vice-presidência e secretarias. Segundo ele, o foco atual é garantir a consolidação do grupo político. “Depois de consolidado o grupo, a gente trata dos nomes. Mas é preciso gente preparada, que entenda o papel institucional da Mesa e que contribua para fortalecer o Legislativo”, completou.

Questionado sobre o cenário político para 2026, Beto Castro evitou se posicionar sobre uma eventual candidatura de Eduardo Braide ao governo do Estado, hipótese ventilada nos bastidores. No entanto, afirmou que qualquer que seja o cenário — com Braide ou a vice-prefeita Esmênia Miranda à frente da Prefeitura —, sua gestão à frente da Câmara será marcada pelo diálogo institucional e pela defesa da independência dos poderes. “Independência não significa isolamento. A cidade precisa de harmonia entre os poderes para funcionar melhor”, concluiu.

Na avaliação do vereador, o apoio que vem recebendo do governador Carlos Brandão (PSB) e de seu grupo político tem sido fundamental para garantir estabilidade à sua pré-candidatura. Ele elogiou o chefe do Executivo estadual, classificando-o como “o governador mais municipalista da história recente de São Luís”.A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara está prevista para abril de 2026. O presidente eleito assumirá o comando da Casa em 1º de janeiro de 2027, onde ficará até o final de 2028.

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