Subsídio é apontado como solução, mas também é visto como o grande problema no transporte público da capital
A gestão do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), realizou, no último dia 4 de fevereiro, o depósito de R$ 6.541.111,80 na conta dos empresários responsáveis pelo transporte público da capital. O valor faz parte dos subsídios destinados a manter o sistema de transporte funcionando. Este é o segundo repasse feito apenas em 2025, acumulando R$ 153.491.965,64 pagos desde 2020, início da gestão de Braide.
O subsídio é garantido pela Lei Complementar Municipal nº 3430/96, o Decreto 47.873/16 e as cláusulas dos contratos de concessão firmados em 2016. Esses repasses têm o objetivo de cobrir custos operacionais, garantir gratuidades e assegurar o pagamento de obrigações trabalhistas, evitando colapsos no transporte público.
No entanto, apesar do suporte financeiro, o setor enfrenta uma crise: atrasos frequentes nos salários, pagamento irregular dos benefícios e constantes reclamações sobre a qualidade do serviço. Isso levanta questionamentos sobre a real destinação desses recursos e a capacidade das empresas em cumprir suas obrigações.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) vem denunciando práticas ilegais adotadas pelas empresas de ônibus, como o pagamento parcelado dos salários. Muitos trabalhadores relatam que recebem o pagamento de um mês apenas quando já deveriam estar adiantando os valores do mês seguinte.
Outro ponto crítico é o atraso no pagamento dos planos de saúde, que, em alguns casos, chegam a dois meses. Isso coloca os trabalhadores em situações precárias, sem acesso aos cuidados médicos básicos.
O pagamento dos subsídios é resultado de um acordo firmado entre a Prefeitura de São Luís, o STTREMA, o Sindicato das Empresas de Transportes e Passageiros de São Luís (SET) e o Ministério Público do Trabalho. O acordo tinha como premissa garantir estabilidade no sistema e evitar greves, mas a falta de cumprimento por parte das empresas vem gerando insatisfação entre os rodoviários e pressão sobre o poder público.
Com a situação se deteriorando, o sindicato dos rodoviários já anunciou uma greve por tempo indeterminado, prevista para começar na próxima quinta-feira (13). Caso não haja uma solução imediata, a capital pode enfrentar novamente um colapso no transporte público, prejudicando milhares de passageiros.
A crise no transporte público coloca a gestão de Eduardo Braide sob pressão, com a população questionando a eficácia dos subsídios e a fiscalização sobre as empresas, que ele prometeu e nunca fez.
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